O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que o governo não pretende incluir a amazônia na área em que a cana-de-açúcar pode ser plantada. Ressalvou, porém, que a restrição não alcança toda a Amazônia Legal
As regiões onde será permitido o plantio de cana serão definidas em julho, quando será divulgado o documento denominado Zoneamento Ecológico-Econômico para a Amazônia Legal. Stephanes esclareceu que o zoneamento levará em conta as questões agrícolas e ambientais. “A tendência é não incluir toda a amazônia”, disse. Para Stephanes, a vegetação predominante nos estados de Mato Grosso e Tocantins é o cerrado.
A Amazônia Legal inclui, além da região Norte, a metade do Maranhão, e a porção norte do estado de Mato Grosso. O ministro defendeu a produção de cana. O ministro informou que apenas 0,5% do território brasileiro é ocupado pela produção de álcool e reiterou que, em mais de 60% dos casos, a cana ocupa pastagens degradadas.
Gazeta Mercantil

