O ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem que os preços do feijão devem recuar a partir de abril, quando começa a colheita da segunda safra no Paraná, um dos principais produtores do alimento. A saca do feijão, produto que tem sido apontado como um dos responsáveis pela alta dos índices de inflação, está sendo comercializada, de acordo com Stephanes, por valores entre R$ 140 e R$ 150. A previsão do governo é que a saca seja comercializada a menos de R$ 100 a partir de abril, o que representaria uma queda de 50%.
“Esperávamos uma reação mais rápida, pois a cultura é de ciclo rápido, cerca de 90 dias, e o preço está bom”, comentou Stephanes. Ele lembrou que a estiagem em algumas regiões do país prejudicou a primeira safra. A sexta estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra do período 2007-2008 mostrou crescimento de 5,3% na área plantada com a segunda safra de feijão. As lavouras ocuparão 1,79 milhão de hectares (equivalente a 10 mil metros quadrados).
O aumento da área se dará principalmente nos Estados do Paraná e o Ceará, segundo os técnicos da Conab. A produção nacional de feijão de segunda safra deve crescer 21,9% para 1,21 milhão de toneladas. O aumento da produtividade e a expectativa de boas condições climáticas justificam a diferença.
O Tempo – MG

