Bolsa de Nova York esboça recuperação nesta manhã de 4ª após perdas de 300 pts na véspera

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cafe04 cópiaAs cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operaram com alta próxima de 100 pontos na manhã de quarta-feira (20) e recuperam parte das perdas registradas na sessão anterior, quando os operadores estavam cautelosos em relação às geadas ocorridas no início da semana no Brasil.

De acordo com o diretor de commodities do Banco Société Générale, Rodrigo Costa, os operadores no terminal externo estão cautelosos e preferem aguardar informações mais concretas sobre os efeitos das geadas para a safra 2017/18. “O mercado não consegue entender qual a dimensão exata e os efeitos desse frio e das geadas para a próxima temporada”, afirmou.

Por volta das 09h45, o vencimento setembro/16 registrava 147,75 cents/lb com 120 pontos de alta, o dezembro/16 anotava 150,75 cents/lb com 125 pontos de avanço. Já o contrato março/17 estava cotado a 153,45 cents/lb com 120 pontos positivos.

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Café: Bolsa de Nova York devolve todos os ganhos da sessão anterior na 3ª com operadores cautelosos com geadas no Brasil

Após registrarem alta próxima de 200 pontos na sessão anterior, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devolveram nesta terça-feira (19) todos os ganhos da véspera ao recuarem cerca de 300 pontos em ajustes técnicos e à espera de uma melhor definição dos prejuízos causados com a recente onda de frio para a safra 2017/18 do Brasil.

O contrato julho/16 encerrou o pregão cotado a 144,65 cents/lb com queda de 315 pontos, o setembro/16 anotou 146,55 cents/lb com 290 pontos de baixa. Já o vencimento dezembro/16 registrou 149,50 cents/lb também com 290 pontos negativos, enquanto o março/17 teve 152,25 cents/lb com 285 pontos de desvalorização.

De acordo com o diretor de commodities do Banco Société Générale, Rodrigo Costa, os operadores no terminal externo estão cautelosos e preferem aguardar informações mais concretas sobre os efeitos das geadas para a safra 2017/18. “O mercado não consegue entender qual a dimensão exata e os efeitos desse frio e das geadas para a próxima temporada”, afirma.

Na madrugada de segunda-feira (18), lavouras do Paraná, São Paulo e das regiões do Cerrado e Sul de Minas Gerais receberam geadas de média e baixa intensidade. Segundo o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, André Luís Garcia Alvarenga, quando os cafezais são expostos a temperaturas abaixo de zero, eles perdem o potencial produtivo.

Para Costa, caso as perdas sejam confirmadas nos próximos dias, o mercado pode esboçar correções para cima. “O quadro é equilibrado no que se refere à oferta e demanda, e os estoques embora sejam confortáveis fora do país, não suportam uma queda severa da produção brasileira”, diz.

Os produtores ainda quantificam os prejuízos com as baixas temperaturas no cinturão produtivo do país uma vez que os danos às lavouras podem aparecer ao longo da semana, segundo especialistas. Alvarenga acredita que o clima ainda pode surpreender os cafeicultores. “As previsões apontam que os próximos meses deverão ser de muita atenção para os produtores”, afirma o engenheiro agrônomo da Procafé.

Mapas climáticos da Somar Meteorologia apontam que o frio deve continuar nas regiões produtoras de café do Sudeste do Brasil nos próximos dias. No entanto, sem geadas. Na Zona da Mata do Espírito Santo e na Bahia pode ocorrer chuvas fracas.

A colheita da safra 2016/17 na área de abrangência da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé) foi indicada em 51,04% até dia 15 de julho, o que representa uma alta de quase 8% em uma semana. No ano passado, no mesmo período, apenas 34,2% das lavouras dos cooperados tinham os trabalhos concluídos.

Seguindo o exterior, o dólar comercial operou em alta durante esta terça-feira e também acabou atuando como um fator de pressão para as cotações do arábica na ICE, pois dá maior competitividade às exportações. A moeda norte-americana subiu 0,22%, cotada a R$ 3,2589 na venda.

Até o dia 17 de julho, as exportações de café em grão do Brasil totalizaram 838 mil sacas de 60 kg, com receita US$ 129,6 milhões e preço médio de US$ 154,60 por saca. Em julho do ano passado, os embarques do país registraram 2,499 milhões de sacas. Os dados foram divulgados na segunda-feira pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Mercado interno

Os negócios com café seguem lentos no Brasil com os produtores atentos à colheita da safra 2016/17 e à espera de melhores patamares. “O mercado interno tem preços estáveis com o produtor acompanhando esse desenrolar climático”, afirma Marcus Magalhães. Mas, “nesses níveis, se o produtor tiver café pronto, ele deve vir ao mercado”, pondera.

O tipo cereja descascado fechou hoje com maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 565,00 e queda de 2,59%.Foi a maior variação no dia dentre as praças.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 570,00 a saca e recuo de 1,72%. A maior oscilação no dia dentre as cidades.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com R$ 530,00 a saca – estável. A maior variação no dia ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 1,92% e saca cotada a R$ 510,00.

Na segunda-feira (18), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 503,21 com queda de 0,07.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, voltou a fechar praticamente estável nesta terça-feira. O contrato julho/16 anotou US$ 1810,00 por tonelada com alta de US$ 5, o setembro/16 teve US$ 1810,00 por tonelada com queda de US$ 4 e o novembro/16 anotou US$ 1831,00 por tonelada com desvalorização de US$ 5.

Na segunda-feira (18), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 411,06 com queda de 0,33%.

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